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14.8.14

Fonte do Castanheiro


Beijos quentes, desejados
Lavados na tua água
São ecos, ventos passados
Saudades de minha mágoa

Lembro aquela mocidade
De gente sem horizonte
Que regava a liberdade
Das águas da tua fonte

PM

16.2.14

13.2.14

Lusitano



1961
Lusitano do Calhabé
Futebol Popular

Em cima: Ramiro Santiago, Homero, Tó João, Mário Nicolau, Zé Lopes, João Polónio e Teixeira.
Em baixo: Zé Carlos, Pedro Martins, Mário Busano, Tonito Machado e Armando Rovira.

11.11.12

Cultred

Photobucket

A Revista "Caras" homenageia o Cultred com foto de capa.
Estamos no ano de 1963 quando este clube foi fundado. Chamava-se Cultred - Cultura, Recreio, Desporto e tinha a sede na loja de um prédio do Sr. Chieira, na Rua Dr. Daniel de Matos. Seu filho, Lino Chieira, foi um dos promotores da iniciativa que integrava, entre outros, o Carlos Viana e o Zeca Simões. Passava-se por lá alguma música e bebia-se "Teobar" fresco.
Em Julho de 1963 o grupo deslocou-se a Poutena (Anadia), terra da família Chieira, para defrontar o clube local. Levámos uns equipamentos que o Lino cravou no basquete da Académica. Fomos tratados com boa comida e melhor bebida. Do jogo, é pobre a recordação: levámos 7-0. O pessoal do Cultred estava muito "cansado" e os tipos da Poutena passavam por nós como foguetes em dia de festa!
A imagem é desse jogo.

Os "artistas", da esquerda para a direita e de cima para baixo:
Zeca Simões, Zé Carlos, Fausto, Vasconcelos, Murta, Pedro Martins, Machado, Pedro Gama, Caldeira, Viana, Mário Busano, Lino Chieira, Rovira e Esteves.

PM

18.10.12

Arregaça


Nem com um grande esforço de boa vontade consigo concordar que o Clube não possa, no futuro Campo da Arregaça, disputar jogos do Nacional de Juniores e do Distrital de Seniores. Nem me parece razoável que o União, para o concretizar, fique refém de uma qualquer eventual decisão dos sócios da AFC, de que somos fundadores. 
Há dias, numa abordagem a este assunto, deixei a sugestão de que a implantação do campo de jogos fosse feita em espaço alternativo à Arregaça. Dei até o exemplo dos terrenos do Programa Polis, no Parque Verde do Mondego, definidos nesse Programa como espaços com aptidão para o lazer e para instalação de campos de jogos. Não ouvi uma voz nem li uma palavra, de ninguém, sobre a ideia. 
Lá que a Câmara - quer o poder quer a oposição - não tivesse dado a mínima importância ao assunto, não é de estranhar. Só os vejo nos jogos do União nas campanhas eleitorais. Vão lá dar beijinhos às velhotas, mostrarem-se à nossa sociedade e prometer sinecuras ao Clube. Fora disso, todos caminham para o mesmo sítio, para outro sítio. 
O que me intriga, causa estranheza e estarrece (ou talvez não) é que ninguém do nosso Clube dissesse uma só palavra sobre isso, alimentasse a ideia ou desse outras sugestões alternativas no mesmo sentido. 
Este já não é o União de que eu me habituei a gostar quando menino ali comecei a praticar natação, onde pratiquei o futebol e onde dei a minha modesta contribuição como dirigente. 
Levo 57 anos de ligação ao Clube e tenho saudades de homens que por lá passaram como aqueles que, com a sua grande determinação e destemor na defesa dos interesses do União, ainda antes do "25 de Abril", afrontaram o poder autocrático da Câmara que, sustentado na ditadura e no terror policial, nos queria expulsar do Estádio Municipal. 
Não o conseguiram! 
Pedro dos Martins

10.10.12

Arregaça


Estas são as medidas do terreno onde se encontra instalado o Campo da Arregaça, bancada, edifícios de apoio e terreno sobrante, bem como do espaço onde se implanta o campo de jogo.


É evidente a falta de espaço no território ocupado actualmente pelo Campo da Arregaça, para implantar um campo de futebol com 100x64 metros de área de jogo.
Não é preciso ir lá medir, ao local. Basta medir aqui, na internet, no programa da Google Earth. Os 59 metros de largura total do terreno não o permitem. 
Aproveitámos para simular a implantação do Campo da Arregaça, num espaço de 200x120 metros, no território do Parque Verde (à Arregaça), como se pode observar no rectângulo a vermelho. Os terrenos têm aptidão técnica e regulamentar para a actividade desportiva. É necessário, apenas, haver vontade política para desenvolver a ideia.

10.9.12

Arregaça















As obras no Campo da Arregaça, iniciadas no passado dia 03/09, continuam em bom ritmo, conforme documenta a fotografia acima, recolhida hoje às 12h36.
Ao centro do terreno vê-se um aglomerado de trabalhadores, devidamente equipados, estando entre eles um homem sem capacete que, disseram no local, tratar-se do vereador das obras. Foi lá porque pensava que era ali o Campo do Bolão.
Vai de roda...

3.9.12

Eureka!!!

flaviano

Finalmente encontrámos o que procurávamos há muito tempo.

Depois de muitas e variadas manobras que dificultavam a execução do prometido projecto, iniciaram-se hoje, no Campo da Arregaça, as anunciadas obras de remodelação das instalações e de implantação do novo piso para jogos. 

O portão está encerrado porque, estando o União de castigo, as obras realizam-se à porta fechada. 
Na foto recolhida ontem, dia 02.09, para memória futura do último suspiro deste velho e histórico campo desportivo, podemos verificar o estado de degradação em que o mesmo se encontrava. 
Na foto mais abaixo, recolhida hoje, podemos apreciar o andamento das obras, com a bancada e as vedações já demolidas, as máquinas em movimento e a azáfama dos trabalhadores nelas envolvidos.


O Portão de Entrada - Hoje

flaviano

O Estado do Campo - Ontem

flaviano

O Início das Obras - Hoje

flaviano

28.5.12

Infantário da Solum

Carlos Encarnação cedeu gratuitamente o infantário público da Solum a  entidade privada de quem era conselheiro e cujos interesses defendia.
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Carlos Encarnação cedeu infantário a fundação de que era conselheiro

Carlos Encarnação integrava um órgão social da Fundação Bissaya Barreto (FBB) quando, no cargo de presidente da Câmara de Coimbra, em 2009, decidiu ceder-lhe um infantário, por 40 anos, sem concurso.
A câmara decidiu emprestar os 1753 metros quadrados do Jardim de Infância n.º 1 de Coimbra, na abastada zona da Solum, através de um contrato de comodato válido por 40 anos e renovável por períodos de 20, para que a FBB ali criasse uma creche. Assinaram-no, a 2 de Outubro de 2009, os líderes da autarquia, Carlos Encarnação (PSD), e da fundação, Patrícia Nascimento.
O contrato ainda não entrou em vigor, mas é "para cumprir", adianta o atual presidente da câmara, Barbosa de Melo (PSD), que, no entanto, se recusa a comentar o facto de o seu antecessor ter intervindo decisivamente na cedência do infantário a uma entidade privada a que estava formalmente ligado.
O contrato foi viabilizado em sessão camarária, a 17 de Agosto de 2009, na qual Encarnação apresentou aos seus pares a respetiva proposta (alegadamente feita à autarquia pela FBB), argumentou a seu favor e votou-a. A ata do Executivo indica que o autarca omitiu que estava ligado à FBB enquanto membro do seu Grande Conselho - "órgão consultivo, apoiando o Conselho de Administração no desempenho das suas funções", segundo os estatutos da fundação.
"Tratando-se de um órgão consultivo, talvez não fosse absolutamente obrigatório que o fizesse, mas, pela delicadeza da decisão, teria sido correto fazê-lo", critica Gouveia Monteiro, então vereador da CDU mas com pelouro e boas relações com Encarnação. Considera a questão discutível do ponto de vista estritamente jurídico, mas clara no plano ético.
Questionado pelo JN, Carlos Encarnação responde que não estava impedido, como autarca, de intervir na deliberação sobre o contrato de comodato, porque o Grande Conselho é "um órgão consultivo, não tem poder decisivo".
"Uma aberração jurídica"  

A referida ata revela que a ausência de concurso público foi o ponto mais controverso da proposta, aprovada com os votos favoráveis de Encarnação e outros quatro membros da coligação PSD/CDS/PPM. Teve o voto contra de Gouveia Monteiro e a abstenção de quatro do PS e um do PSD, Pina Prata, então desavindo com Encarnação: "É uma aberração jurídica, este contrato de comodato (...). Porquê a FBB e porque não outras entidades?", questionou Pina Prata.
Encarnação justificou-se afirmando ter havido casos anteriores em que "os terrenos foram concursados", mas também exemplos contrários, em freguesias periféricas da cidade, Ceira e Eiras, onde a construção de creches foi precedida de cedência de terreno ou comodato. "O apoio tem dependido da capacidade das várias IPSS", sustentou.
Contrato anulável  

O Estatuto dos Eleitos Locais impõe-lhes, no artigo 4.º, o dever de "não intervir em processo administrativo, acto ou contrato de direito público ou privado nem participar na apresentação, discussão ou votação de assuntos em que tenha interesse ou intervenção, por si ou como representante ou gestor de negócios de outra pessoa". Uma norma equivalente à que fixa os "impedimentos dos titulares de órgãos ou agentes da administração pública", no artigo 44.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA).
Um de seis magistrados que aceitaram comentar o caso do infantário da Solum, sob anonimato, considera que a dupla qualidade de Carlos Encarnação - autarca e membro do Grande Conselho da Fundação Bissaya Barreto (GC/FBB) - não causou vício no contrato de comodato. Para esse juiz conselheiro, o GC, como órgão consultivo, não representa a fundação. Ainda assim, diz que o autarca não poderia apreciar o contrato, se o tivesse defendido, antes, na pele de conselheiro...
Os outros magistrados (um juiz conselheiro e um desembargador, um procurador-geral adjunto e dois procuradores) defendem o contrário. Desvalorizam o carácter consultivo do GC, por os seus membros serem nomeados para defender os interesses da FBB, e concluem que o autarca deveria ter-se abstido de participar na deliberação camarária, para mais não precedida de concurso.
Deste ponto de vista, a deliberação ofendeu o artigo 4.º do Estatuto dos Eleitos Locais e o 44.º do CPA, constituindo ato "anulável". Mas, assim, só seria revogável por um tribunal, se o Ministério Público ou um cidadão o tivessem requerido nos prazos de um ano ou de três meses (já os atos "nulos" são revogáveis a todo o tempo).
83 crianças sem vagas  

A Câmara de Coimbra cedeu o Infantário da Solum à Fundação Bissaya Barreto, para a sua transformação em creche, com um argumento infundado - pelo menos do ponto de vista da oferta pública. Sem apresentar qualquer estudo, defendeu que o pré-escolar tinha, "naquele local, uma cobertura de 100%" (ao lado há um infantário João de Deus), pelo que bastaria transferir as suas duas turmas (50 crianças) para o novo centro escolar então projectado para outro ponto da Solum; ao nível das creches é que a cobertura não chegava a 40%, contrapôs.
No início deste ano lectivo, o antigo infantário já não abriu portas e o novo centro escolar foi inaugurado, com capacidade para 12 turmas do 1º ciclo e duas do pré-escolar. Ora, neste nível de ensino, ficaram de fora 83 das 99 crianças candidatas, de três a seis anos de idade. "Uma das que ficou de fora foi o meu filho", conta ao JN o presidente do Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro, António Couceiro, que integra o novo centro escolar. Viria a encontrar vaga num infantário público, mas numa zona da cidade que o obriga a fazer deslocações automóveis em hora de ponta. "Dá cabo da minha vida", desabafa o dirigente do agrupamento.
Próximo do PSD e companheiro da directora Regional de Educação do Centro, Couceiro prevê que, no próximo ano lectivo, "ainda vai ser pior". "Temos falta de espaço", protesta, "cem por cento contra" a cedência do infantário à FBB. Defende que aquele deveria manter-se em funcionamento, mas a câmara nunca lhe pediu opinião: "Só tivemos conhecimento da situação pelos jornais".

Nelson Morais/JN

25.5.12

Ramal da Lousã

pedroflaviano
Apeadeiro do Calhabé

O presidente da Junta de Freguesia de Serpins, João Pereira, sugeriu a venda dos submarinos da Armada Portuguesa para, com a receita obtida, habilitar o Estado a honrar os seus compromissos assumidos no tocante à reconstrução da Linha da Lousã.
A sugestão de João Pereira ocorreu depois de membros do gabinete do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, terem invocado falta de dinheiro para dar continuidade às obras do projecto que foi concebido como alternativa ao centenário Ramal Ferroviário da Lousã.   

21.5.12

O Bairro da Minha Infância

pedroflaviano
No bairro da minha infância havia
a alegria da nossa cachopada
que jogava à bola e ao pião,
corria, saltava, andava à porrada,
roubava fruta e assim crescia,
na rua, naquela natural agitação.

Cercavam-no quintas, matagais,
pequenos regatos e ribeiros.
E aí, mesmo nos dias mais agrestes
dos estios, éramos os primeiros 
que nas entranhas dos vastos silveirais
colhíamos as amoras silvestres.

Agora, as ruas do meu bairro estão desertas.
Onde estão os cachopos, afinal?
Não vejo as crianças a brincar,
alegres e despertas,
a rir, a correr e a saltar.
É o tempo da brincadeira virtual!

Pedro Martins

2.5.12

O Tempo

pedroflaviano
Calhabé
Estamos em Maio e ainda não temos tempo de dia inteiro.

O Céu, de opacas sombras abafado
Tornando mais medonha a noite fea
Mujindo sobre as rochas, que saltea
O mar, em crespos montes levantado
Bocage

20.4.12

Casa com História

Photobucket
Quinta da Cheira 
Esta casa comercial de mercearia e vinhos, situada na Rua Moçambique (Quinta da Cheira) encerrou difinitivamente.
Teve uma vida de cerca de oitenta anos ao serviço dos residentes deste bairro e não resistiu aos ventos da modernidade.
Foi propriedade do Sr. Pedro Pais e dirigido por sua esposa, D.a Maria (Maria do Pedro). Mais tarde e durante muitos anos foi o Sr. Vigínio Andrade Romão, um deslocado da Alta da Cidade demolida, o seu proprietário. António Fonseca da Silva e sua esposa, D.a Fernanda, completaram o ciclo de vida desta casa.

15.4.12

Acrobacia


Zona Habitacional do Calhabé
Antes do início do jogo da final da Taça da Liga, em futebol, realizado no Estádio Cidade de Coimbra, os habitantes desta zona, densamente povoada, foram surpreendidos e aterrorizados pela exibição de manobras acrobáticas por um avião que rasgou um céu de nuvens negras.  

20.3.12

Calhabé Circulação


Clube Recreativo do Calhabé

No ano de 1933 foi ensaiada, estreada em Coimbra e exibida no Clube Recreativo do Calhabé, a revista de costumes "Calhabé Circulação". Foi seu autor Cipriano de Carvalho e, dentre outros, participou o actor amador, barbeiro de profissão e também tocador de violão, José Lopes da Fonseca (Zé Trego).
Recordo aqui a letra duma música desta popular revista. É uma versão cantada amiudadas vezes por Alberto Chocolate e Armando Ferreira, há cerca de cinquenta anos, em rescaldo das patuscadas no Emiliano França .

Tocador de harmónio acerta a pancada
E faz daquilo uma voz bem timbrada
Não é do harmónio que foge à maçada
Mas sim do tocador que perdeu a noitada

A lua é branca mas não leva véu
Gosto de ti meu anjo do céu
Eu gosto de ti, tu de mim não gostas
Eu olho p'ra ti, tu viras -me as costas

13.12.11

Calhabé

calhabé coimbra
Calhabé - Coimbra

Se as Cidades e os Bairros
Competissem em beleza,
Coimbra e o Calhabé
Ganhariam com certeza. 

António Ferreira

1959

1.10.11

O Bairro

Bairro do Calhabé

Foi assim que "A Voz do Calhabé", de Humberto Cruz, noticiou, em 30 de Janeiro de 1947, a adjudicação da construção do Bairro Económico do Calhabé, hoje Bairro Norton de Matos, edificado na Quinta da Cheira.