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27.9.12

Antigos Orfeonistas


O Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, vai actuar no próximo sábado, dia 29, no Teatro Gil Vicente, integrando o Festival José Afonso. Participam também alguns convidados: Octávio Sérgio, Rui Pato, Durval Moreirinhas, Lopes de Almeida, Ricardo Dias, Mário Delgado, Alexandre Frazão, Bernardo Moreira, Vitorino Salomé e Cristina Branco.

18.9.12

Luiz Goes



Luiz Goes, falecido hoje, é uma das referências da Canção de Coimbra, em que se destacou como poeta, compositor e intérprete.

Luiz Goes que vivia há vários anos em Cascais, faleceu hoje, em Mafra, numa unidade de cuidados paliativos onde se encontrava internado, desde que o seu estado de saúde se agravou, em Maio último.
Filho de Luiz do Carmo Goes e Leopoldina da Soledade Valente d'Eça Eleya Cabral de Sousa Pires, nasceu a 05 de Janeiro de 1933, em Coimbra, no Calhabé, na rua dos Combatentes.
Da cidade do Mondego, Luiz Goes partiu para Lisboa, em 1959, pouco depois de terminar a licenciatura em Medicina e de casar.
A profissão de médico encantava-o pela vertente humanista. Na opção pela Medicina e na paixão pelo fado é determinante a influência exercida pelo tio Armando Goes, médico e extraordinário intérprete e compositor da canção de Coimbra.
Nos tempos de infância, frequentou aulas de solfejo, no Instituto de Música de Coimbra, com a professora Arminda Correia. No liceu, chegou a formar grupo com António Portugal, José Afonso, José Dias (tio do professor Amaral Dias) e Manuel da Costa Brás.
“A minha Coimbra não é só a dos estudantes, mas também a do seu povo, da sua história, da universidade da vida. Bebi estes valores e tenho sido, na vida como no fado, um produto disso mesmo” disse, em 2005, a uma jornalista do Jornal Campeão, a propósito de ter vivido intensamente a vida académica e a de futrica, os dois mundos que coabitavam na cidade do Mondego.
Nos tempos da faculdade, integrou o Orfeon Académico e o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, levando uma vida de estudante, sem sobressaltos, mas com grande envolvimento na Academia.
O primeiro registo discográfico da sua carreira de cantor e autor – que iniciou tardiamente – surgiu em 1953, com o acompanhamento musical de António Portugal, António Pinho Brojo, Mário de Castro e Aurélio Reis.
Quatro anos mais tarde, com o grupo “Coimbra Quintet” grava em Madrid, no Teatro do Príncipe Real, um trabalho de referência na história da música coimbrã.
No total, a sua discografia seria materializada em quatro LPs, que gravou entre 1952 e 1983.
A reter, outra frase de Luiz Goes: “Sempre levei muito a sério esta coisa de cantar. Ainda hoje não sei o que é divertir-me quando tenho de cantar. Quando subo a um palco fico nervoso, não por medo mas porque levo o canto muito a sério. Não é uma actividade gratuita, é uma responsabilidade. A Canção de Coimbra é um bem cultural a ser preservado e respeitado”.
Membro Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, medalha de Ouro da Cidade de Coimbra, medalha de Mérito Cultural do Município de Cascais e sócio honorário do Orfeon Académico, entre outras muitas distinções, Luiz Goes defendia que a Canção de Coimbra devia ser sempre, como o foi no passado, “o retrato do tempo em que se vive, sem ferir a sua essência intemporal”. 

30.7.12

Fernando Assis Pacheco


Jornalista e escritor, nasceu em Coimbra em 1 de Fevereiro de 1937. Morreu no dia 30 de Novembro de 1995 como gostariam de morrer muitos escritores: numa livraria. Foi na Bucholz, em Lisboa.

Chula das Fogueiras

Amor amor meu big amor
eu dizia shazam e tu não me ligavas

pus Mandrake a seguir-te hábil nos truques

e tu não me ligavas

em qualquer planeta verde e avançadíssimo
tu não me ligavas

estendi o meu braço Homem de Borracha até S. Martinho do Bispo
e tu não me ligavas ponta nenhuma

tu querias era casar na Sé Nova
branquingénua abusar do meu livre alvedrio

fiz-te pois um manguito do tamanho dum choupo
e cá estou pai de filhos um bocado estragado

mas não por tua causa que já não existes
ó sombra de sombra à esquina da farmácia.

Fernando Assis Pacheco

3.3.12

Saudades


Horas de Saudade

Vou de luar em rosto, descontente:
Meus olhos choram lágrimas de sal.
— Adeus, terras e moças do casal,
— Adeus, ó coração da minha gente.

A hora da saudade é uma serpente:
Quero falar, não posso, e antes que fale
Ela enlaça-me a voz tão cordial
Que as coisas mais me lembram fielmente.

Olhos de amora, e uma ave na garganta
Para enfeitiçar a alma quando canta,
Moças com sua parra de avental;

Graça, Beleza, um verso sem medida,
A Saudade desterrou-me a vida ...
Sou um eco perdido noutro vale.

Afonso Duarte

27.1.12

Formidável



Fernando Marques, o “Formidável”, foi uma das mais emblemáticas figuras de Coimbra. Cauteleiro e fotógrafo, nasceu em Coimbra, no ano de 1911, onde viria a falecer em 1996.
Coimbra, o seu povo, as suas tradições e os seus recantos, ficaram retratados nos trabalhos fotográficos que realizou durante uma longa vida.
Pedro Dordio chamava-lhe “O Cronista de Coimbra” do século XX. Era membro da Associação Internacional de Imprensa Desportiva e o sócio fundador do Clube Nacional de Imprensa Desportiva.

26.12.11

Coimbra Mais

Couve - Castelo Viegas
Carlos Ferreira
"Coimbra Mais" vai para Carlos Alberto Ferreira, o dinâmico Presidente da Junta de Freguesia de Castelo Viegas, que vem fomentando a recuperação do plantio da tradicional e afamada couve de Castelo Viegas.  
Num acto de generosidade para com aqueles que mais precisam, procedeu na véspera de Natal, pelo segundo ano consecutivo, à distribuição gratuita, na baixa da cidade, do produto da horta comunitária que instalou naquela freguesia.
Um bom exemplo de pobres a ajudar pobres.
Bem Haja!

22.10.11

O Polícia Eléctrico



José Raúl - O polícia "eléctrico"
Gostaria de ter sido bailarino ou árbitro de futebol. Foi um excelente polícia de trânsito. Com a sua reforma da vida activa, Coimbra perdeu o encanto da sua presença nas ruas da cidade pela simpatia e teatralidade que colocava no desempenho do seu trabalho. 
Recordamo-lo com saudade.

21.10.11

O Bombo

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A zabumba do Rafael
Desertou!
Sua leal companheira
Que nunca se queixou
De maus tratos
Nem se cansou
Das tainadas

Desapareceu da horda
Em dia de confessadas.
Alvíssaras a quem a encontrar!

PM

29.9.11

Xanana Gusmão

Xanana Honoris Causa Coimbra

Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra
Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, Prémio da Paz de Sydney pela sua Coragem e Liderança para a Independência do povo de Timor-Leste e já investido, em Portugal, como doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto, Xanana acedeu ontem ao grau de doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra.
Na cerimónia realizada na sala dos capelos, Xanana Gusmão fez um discurso onde começou por manifestar a sua grande emoção pelo momento que estava a viver ao tornar-se doutor pela Universidade de Coimbra. Muito crítico em relação à chamada globalização que, disse, atrofia as mentes e usa as liberdades e a democracia em favor dos interesses dos poderosos e dos mais fortes, afirmou acreditar que os jovens de hoje serão capazes de assegurar um futuro diferente, de maior humanismo e justiça social.

6.7.11

Tito Mackay



Jorge Tito Mackay Ferreira dos Santos nasceu em Coimbra. Aos oito anos de idade aprendeu a tocar cavaquinho com Aníbal Simões, guitarrista de Coimbra.
Por influência de seu irmão José Tito, foi-se interessando pela viola que, mais tarde, viria a aperfeiçoar com Alexandre Bateiras.
Fez parte dos Grupos "Serenata de Coimbra" e "In illo tempore" com os quais participou em CD's e em diversos espectáculos, destacando-se: Casino Estoril, Teatro S. Luis - Lisboa, Gil Vicente e Fnac-Cascais, Teatro Rivoli - Porto, Museu da Música Portuguesa - Estoril, Expo 98, Centro de Congressos da Alfândega do Porto, Conservatório de Música da Covilhã, RDP e RTP.
Tocou músicas de fundo para poesias declamadas e de autoria de Francisco Vasconcelos. Acompanhou Alexandre Bateiras, Francisco Vasconcelos, Miguel Gouveia e Luis Plácido.

12.6.11

Homero Costa Fernandes

Photobucket

A cachopada da minha geração, do Cavalo Selvagem, bem o conheceu e com ele conviveu naqueles tempos em que por ali fizemos as nossas futeboladas e algumas inocentes patifarias.
Foi muito difícil para ele e outros, nesse tempo, sentir a marca do despotismo pidesco duns tipos que nós bem conhecíamos e que perseguiam, marginalizavam e "calcavam" aqueles putos, filhos duns descamisados sem instrução, serviçais e trabalhadores braçais. Ainda bem que esse tempo, o tempo da criadagem, já acabou!
O facto de ser coxo nunca o impediu de jogar o futebol no Cavalo Selvagem, sendo até um bom guarda redes das nossas peladas. Era um entusiasta e envolvia-se nas actividades desportivas desenvolvidas no Bairro.
O "Centro", organizava anualmente uma prova de atletismo que compreendia algumas "voltas" ao Bairro e era participada por grupos e organizações desportivas populares. Participou também em provas semelhantes no exterior, a mais interessante das quais se realizava em Quiaios. Eu próprio fiz parte das equipas do "Centro" nessas competições. O Homero, que morava no Casal do Galo (na zona onde hoje se situa o Continente), passava os dias no Bairro e era quem organizava a nossa representação, nos acompanhava nos treinos e nestas provas atléticas quando nos deslocávamos.
Uma curiosidade: o Homero era um coxo que, como bom representante da "classe", estava treinado com os expedientes necessários à sua defesa em caso de "emergência". Um dia, quando jogávamos o hóquei (com o troço da couve), junto à casa do Prof. José Maria Gaspar, apareceram lá dois polícias para acabar com o jogo. A rapaziada correu quanto foi possível para se safar e o Homero, não podendo correr, aproveitou a fixação dos guardas no pessoal em fuga e escondeu-se, logo ali, nuns arbustos que marginavam o passeio. Os polícias, desesperados com a nossa escapadela perguntavam-se, a um metro de distância do "Mero": onde estará o coxo?
Nesse tempo, tal com o Homero, também o Mário Busano, o João Maria, o Tim Tim, entre outros, brincavam ali comigo. Já todos partiram.
PM

8.4.11

Maria da Fonte

mariadafonte
1846
Póvoa de Lanhoso 


Revolução popular contra o governo de Costa Cabral que teve origem no descontentamento do povo pelas novas leis do serviço militar, leis fiscais e proibição dos enterros nas igrejas.
Maria da Fonte liderou a revolta que se iniciou na Póvoa de Lanhoso e se estendeu a todo o país.