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24.1.12

Brotero

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1633 - 1834
História do Edifício Seiscentista
Durante a primeira fase da sua vida, que se prolongou de 1633 a 1834, o imóvel integrou-se no complexo do Mosteiro de Santa Cruz, prestigiosa e poderosa instituição monacal fundada na primeira metade do século XII que, desde os primórdios da nacionalidade portuguesa, deu um valioso contributo para o prestígio intelectual de Coimbra muito antes de a Universidade ter vindo instalar-se definitivamente na capital do Mondego.
O seu primeiro destino foi servir de Enfermaria dos Frades, e, possivelmente, a todas as pessoas que a ela recorressem, situação normal numa época em que cabiam às instituições eclesiásticas importantes responsabilidades no que se prendia com a assistência dos doentes.
Ainda no tempo dos cónegos regrantes de Santo Agostinho, novas funções se atribuíram a este edifício que foi, também, Biblioteca, Residência do Abade, Hospedaria e Dormitório do Mosteiro, designação pelo qual era conhecido em 1834, ano em que terminou a guerra civil que consagrou a vitória definitiva das forças liberais em Portugal.
(1834 – 1923)
Foi precisamente em 1834 que se iniciou o segundo período da história do imóvel que, na época, contava já com cerca de dois séculos de vida. Nesta data o Ministro liberal Joaquim António de Aguiar, também conhecido pela popular alcunha de “O Mata-Frades”, decretou a extinção das ordens religiosas em Portugal e a nacionalização dos respectivos bens.
Significou isto que os crúzios deixaram de existir legalmente no nosso país, tendo passado para a posse do Estado o seu vasto património, no qual se incluía a casa onde, actualmente, funciona a Escola Secundária de Jaime Cortesão.
Em 1848, depois de algumas hesitações, a Câmara Municipal de Coimbra, a nova proprietária, deliberou utilizar o antigo Dormitório do Mosteiro de Santa Cruz para instalar as crianças enjeitadas, ficando aqui instalada a Roda dos Expostos.
Alguns anos mais tarde, em 1872, a Roda dos Expostos foi extinta ou antes, foi rebaptizada, surgindo no mesmo local o Hospício dos Abandonados.
Já depois da implantação da República, em Fevereiro de 1911, foi extinto o Hospício em que se transformara a Roda e criou-se, por Decreto Governamental, uma Maternidade que teria como incumbência acolher as crianças de tenra idade, proporcionando-lhes, gratuitamente, leite e medicamentos.
Portanto, em 1911, a velha construção seiscentista passou a ser utilizada como Maternidade, transferindo-se a sua tutela para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
(1923 – 1958)
Em 1923 começou uma nova era para o velho Dormitório Fradesco, embora a sua vocação humanística se mantivesse: deixou de ser uma Maternidade/Creche, onde se cuidava do bem-estar dos seus pequenos utentes, para se transformar numa Escola onde se proporcionava formação intelectual e pessoal aos alunos que a frequentavam.
O Estabelecimento de Ensino que veio instalar-se neste edifício foi a Escola Industrial de Avelar Brotero, cujas dependências, situadas junto do claustro do Jardim da Manga, haviam sido destruídas por um incêndio de grandes proporções em Janeiro de 1917.
Entre este ano e 1923, a Avelar Brotero conheceu um período difícil, porque a distância a que ficavam as oficinas (que permaneceram no Jardim da Manga, em barracões provisórios) dos restantes serviços da Escola (instalados, temporariamente, na Casa das Obras Públicas) se reflectiu negativamente no rendimento dos alunos e na própria frequência, que registou uma sensível diminuição.
Para ultrapassar estas dificuldades que atingiam uma prestigiada instituição de ensino de Coimbra, o Governo determinou em Abril de 1923 que a Escola de Avelar Brotero passasse a ocupar o edifício da Maternidade, enquanto esta era transferida para a Casa das Obras Públicas, localizada no terreno onde hoje se ergue a sede da Associação Académica.
Juntamente com a Avelar Brotero foi também transferido para o antigo Dormitório de Santa Cruz o Instituto Industrial e Comercial de Coimbra, tendo as instalações sido partilhadas entre estas duas instituições, a Creche e a 2ª Esquadra da Polícia de Segurança Pública.
A extinção do Instituto Industrial e Comercial de Coimbra, ocorrida em 1926, permitiu a expansão da Escola e, após várias diligências levadas a cabo pela sua Direcção, foi afastada, ainda em 1926, a Esquadra da Polícia.
Finalmente em 1932 foram entregues as dependências ocupadas pela Creche e, desta forma, pôde a Avelar Brotero alargar o seu espaço e instalar condignamente oficinas e outros serviços.
A Escola Industrial e Comercial Brotero ficará neste edifício até 1958, ano em que muda para as novas instalações, situadas no Calhabé, uma vez que o velho edifício já se revelava insuficiente face ao número crescente de alunos que frequentavam a Escola Brotero.
(de 1968/69 aos nossos dias)
A transferência da Avelar Brotero para o Calhabé não implicou o total abandono da sua antiga sede: no ano lectivo de 1968/69, a Escola Industrial e Comercial Brotero volta às velhas instalações, nelas instalando uma Secção que ministrava apenas o Curso Comercial, a chamada Secção da Baixa.
Mais tarde, a 1 de Janeiro de 1972, o edifício passou a ser ocupado por uma nova Escola, entretanto criada, a Escola Técnica de Sidónio Pais, criada pelo Decreto-lei nº 457/71 de 28/10.
Já depois do 25 de Abril de 1974, o Decreto-lei nº 417/76 altera a designação de Escola Técnica de Sidónio Pais para Escola Técnica de Jaime Cortesão, alteração aprovada em Assembleia Geral de Professores.
O decreto-lei nº 80/78, de 27/04, muda a designação de todos os estabelecimentos do ensino secundário, que passam a ter a designação genérica de “Escolas Secundárias”. Deste modo a Escola Técnica de Jaime Cortesão passa a ser designada por Escola Secundária de Jaime Cortesão, que continua a dar vida à vetusta construção e cuja história se procura dar a conhecer através destas breves linhas.
Na actualidade, o edifício continua a abrigar a Escola Secundária de Jaime Cortesão, tendo sido devolvida à Escola a Cantina da Polícia, que durante vários anos funcionou no rés-do-chão.

21.1.12

Solidão

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Canta o galo, à madrugada,
a sua primeira canção.
E há gente ainda acordada
a falar co'a solidão.

Solidão, oh solidão,
estende pr'a mim o teu manto,
escuta a voz de um coração
que ama longe, o seu encanto.
Jorge Dias

19.1.12

Pé Descalço

pé descalço
Regulamento para Coimbra
«Gustavo Teixeira Dias, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, juiz do 1.º juízo criminal do Porto e Governador Civil deste distrito administrativo.
Considerando que se torna indispensável, neste distrito – e, pelo menos nos seus centros mais importantes – reprimir o trânsito na via pública de pessoas descalças;
Considerando que tal medida se impõem, não só em defesa da higiene e saúde pública, mas ainda do bom nome do país, onde não deve continuar esse espectáculo degradante, incompatível com a doçura do próprio clima e já hoje banido de países civilizados;
Considerando ainda que essa repressão se tem feito já, e com resultados apreciáveis, nas duas cidades de Lisboa e Porto;
Atendendo, finalmente, a que não se deve agravar-se, sem justa e indestrutível razão, um aspecto externo de pobreza;
Usando das atribuições que a lei me confere, designadamente, os artigos 185.º e 188.º do Código Administrativo aprovado por Carta de Lei de 6 de Maio de 1878, nesta parte em vigor por força do disposto no decreto-lei n.º 12.073, de 9 de Agosto de 1926;
Tenho por conveniente, com a prévia aprovação do Governo, pelo ministro do Interior, determinar o seguinte:
Artigo 1.º - A partir de 1 de Maio do corrente ano, e na área de Coimbra, é proibido o trânsito de pessoas descalças na via pública.
§ único – Entende-se por área da cidade, para este efeito, a que é ou venha a ser delimitada nas posturas municipais.
Artigo 2.º - As disposições deste Regulamento poderão, contudo, ser aplicadas a outras localidades do distrito, por decisão do Governador Civil.
Artigo 3.º - A transgressão do disposto neste Regulamento será punido com a multa de 50 a 200 escudos. A reincidência será punida com o dobro da pena.
Artigo 4.º - O produto das multas a que se refere o artigo anterior, liquidado na forma legal, dará entrada no cofre do Governo Civil, com destino à assistência pública.»
Governo Civil do Distrito de Coimbra, 24 de Fevereiro de 1934

17.1.12

União de Coimbra

Futebol
Este briosos atletas amadores representaram o União de Coimbra na década de cinquenta do século passado.
Foto cedida por Carlos Falcão.

19.12.11

A Morte Saiu à Rua



Passa hoje o 50.º aniversário sobre a morte do artista plástico José Dias Coelho, assassinado pela PIDE numa rua de Lisboa.
Zeca dedicou esta música à sua memória.

16.12.11

Esperei por Ti

rosa vermelha

Esperei por ti
em Dezembro.
Estive a rezar.
Aguardei, do Pai Natal,
a tua presença amiga,
o teu calor, minha Mãe.
Mas não senti,
como desde que me lembro,
o teu olhar,
nem qualquer outro sinal
que me trouxesse a cantiga
que costumavas cantar,
minha Mãe.

Jorge Dias

1.12.11

Serenata

1947
Capas Negras
Pequeno excerto do filme "Capas Negras", realizado em 1947 por Armando de Miranda, tendo como intérpretes Alberto Ribeiro e Amália Rodrigues 

21.11.11

Basketball Feminino

Unio-Basquetefeminino194243-1
1942/43
Equipa do União de Coimbra


Da esquerda para a direita:
Em baixo - Ilda Raposo, Olinda Rodrigues e Assunção Rodrigues.
Em cima - ????, Isabel Contente e Lily.

Ilda Raposo também foi uma grande praticante de Natação do União de Coimbra.
Olinda e Assunção, são irmãs de Necas Rodrigues (barbeiro) e Álvaro Rodrigues (antigo árbitro), já falecidos, que foram futebolistas do União. O pai, Daniel Rodrigues (sapateiro) e Carlos Alberto, filho do Álvaro, foram também praticantes de futebol no União.
Família Rodrigues muito bem representada na história desportiva do União de Coimbra.

5.11.11

Inês de Castro


Quinta das Lágrimas
Passeio matinal com passagem pela Fonte dos Amores

Inês de Castro, a nobre galega amada pelo futuro rei de Portugal, D. Pedro I, de quem teve quatro filhos, executada às ordens de D. Afonso IV em 7 de Janeiro de 1355. 

11.9.11

Onze de Setembro



Tal como em 19 de Dezembro de 1961, com a assassinato de José Dias Coelho aqui lembrado por Zeca Afonso, a morte também saiu à rua na data de 11 de Setembro. Foi em Santiago do Chile, no ano de 1973, onde mais de  três mil pessoas foram mortas e desaparecidas e vinte e oito mil torturadas. Foi em Nova Iorque, em 2001, com o morticínio de cerca de três mil cidadãos indefesos.  
___________________________

Santiago do Chile
O Golpe de Estado de 11 de Setembro, ocorrido no Chile em 1973, consistiu na derrubada do regime democrático constitucional do Chile, e de seu presidente Salvador Allende, tendo sido articulado conjuntamente por oficiais sediciosos da marinha e do exército chileno, com apoio militar e financeiro do governo dos Estados Unidos e da CIA, bem como de organizações terroristas chilenas, como a Patria y Libertad, de tendências nacionalistas-neofascistas, tendo sido encabeçado pelo general Augusto Pinochet, que se proclamou presidente.
Nova Iorque
Os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, foram uma série de ataques suicidas coordenados pela Al-Queda aos Estados Unidos. Na manhã daquele dia, 19 terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais a jato de passageiros. Os sequestradores, intencionalmente, bateram dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, matando todos a bordo e muitos dos que trabalhavam nos edifícios. 
(Wikipédia) 

13.8.11

Eléctricos de Coimbra



Em 1 de Janeiro de 1911 era inaugurada, em Coimbra a tracção eléctrica. Escrevia assim, nesse dia, o jornal "Notícias de Coimbra":
“A instalação da tracção eléctrica de Coimbra que hoje se inaugurou é digna de especial menção não só pela perfeição técnica com que está executada, como também e muito especialmente por ter sido montada como serviço municipalizado a cargo da Câmara Municipal de Coimbra.
Compreende 3 linhas: uma da Estação Velha à Alegria, outra da Estação Nova à cidade Alta (Universidade) e a terceira da Estação Nova a Santo António dos Olivais. As tarifas fixadas pela Câmara Municipal foram estabelecidas sob o judicioso critério de chamar o público pela fixação de preços reduzidos e zonas curtas, as mais baratas custam 20 réis.
Pode dizer-se afoitadamente que a instalação da tracção eléctrica de Coimbra é uma instalação modelar sob todos os pontos de vista.
Os carros (cinco) cujos equipamentos eléctricos são da mesma procedência, carroseries e trucks saíram das conhecidíssimas oficinas de J. G. Brill, de Filadélfia (EUA), são elegantíssimos e confortáveis. O seu aspecto, sobretudo quando à noite circulam iluminados pelas ruas de Coimbra é esplêndido”.
Na madrugada do dia 9 de Janeiro de 1980, os eléctricos recolheram pela última vez às instalações situadas na Rua da Alegria onde se encontram, ainda, algumas unidades. Foi o fim de 69 anos de serviço prestado a Coimbra pelos velhos eléctricos. Esperemos que um dia seja criado um Museu vivo dos Eléctricos de Coimbra trazendo-os de novo às ruas da cidade.

4.8.11

Garraiada



Garraiada
Antiga Praça de Touros de Coimbra, em Santa Clara

A Garraiada da Queima das Fitas, foi realizada pela primeira vez em 1929 na Praça de Santa Clara, embora alguns digam que a Garraiada já faria parte das festividades desde finais do século XIX ou princípios do século XX.

3.8.11

Santa Cruz

IgrejaStaCruz-IIGGuerra

No decorrer da II Guerra Mundial, foi assim protegida a Igreja de Santa Cruz, contra eventuais bombardeamentos.

25.6.11

Tomada da Bastilha

ClubedosLentes-Coimbra-1

1920
Coimbra
Clube dos Lentes

Respigos do relato dos acontecimentos, publicado no livro "Coimbra de Capa e Batina", de Carminé Nobre.
"No rés do chão do edifício, onde se encontra a Associação Académica, estava miseravelmente instalada a Casa dos Estudantes. Duas salas e pouco mais. No primeiro andar, amplo e luxuoso, estava o Clube dos Lentes onde os mestres, instalados em confortáveis sofás, jogavam as aristocráticas partidas de voltarete.
Vinham de longe as diligências realizadas pelos estudantes junto da universidade, no sentido de instalar convenientemente a academia universitária. Baldadamente, pois embora se reconhecesse a justiça das reclamações apresentadas, surgiam sempre dificuldades na sua realização. Ansiavam os estudantes da época por uma sede condigna, onde pudessem receber professores, literatos e homens de ciência. Para tanto, desejavam possuir uma biblioteca, uma sala de conferências, de jogos, etc., mas o seu brado, apesar de justo, não encontrou repetidos ecos para lá da Porta Férrea. Resolveram, então, alguns estudantes da época, agir pelos seus próprios meios, e num grupo deles surgiu uma ideia: tomar de assalto o Clube dos Lentes e instalar nas suas salas, a sede da Associação Académica de Coimbra, dando assim realização a uma velha aspiração da Academia. Eram quarenta os conjurados, que cegamente obedeciam ao comité central, constituído pelos estudantes Fernandes Martins, Paulo Evaristo Alves (Padre Paulo) de Direito, Pompeu Cardoso, Augusto da Fonseca (o Passarinho) e João Rocha de Medicina. Em sucessivas reuniões, o comité central foi afinando o plano de assalto. Uma delas realizou-se na Torre de Anto onde a nostalgia de António Nobre pairava ainda em fortes traços de lirismo. Uma noite, à luz mortiça de um lampião de azeite, velha relíquia de antigas gerações, o comité central deliberou, definitivamente, fazer o assalto no primeiro dia de Dezembro, comemorando o feito histórico de igual data, em 1640. Porém, um dia depois chegou ao conhecimento do comité a notícia, fundamentada ou não, de que a Reitoria apesar de todo o sigilo havido nas diligências já realizadas, tinha conhecimento do que pretendia fazer-se, e procurava evitá-lo, inclusivamente auxiliada pela intervenção da força pública. Uma reunião de urgência levou o comité revolucionário a precaver-se contra qualquer surpresa da Universidade e, assim, deliberou antecipar o movimento e marcar a sua realização para a madrugada de 25 de Novembro.
Chegou a noite. O bairro latino afogava-se em penumbras. Numa casa antiga e em volta de uma mesa escalavrada, reuniu pela última vez o comité. Nessa noite, o Clube dos Lentes deixaria de existir na casa da Rua Larga.
A chuva caía em bátegas, e como se receasse o êxito desta diligência, que tinha de principiar pelo escalamento da Porta de Minerva, logo Augusto Fonseca, tranquilo e sorridente, destrui essa preocupação, afirmando: "a Torre é connosco". Vem a propósito dizer, que a agitação política daquela época, estendia a sua paixão até aos espíritos mais humildes. E foi certamente por isso, que o serralheiro Alfredo Garoto, com oficina na rua das Covas, ao ser peitado em confidência para fazer as chaves falsas, se apercebeu de que alguma coisa de muito sério se ia passar. E nesta convicção, interrogou em meia voz:-É contra os talassas? Se é, faço tudo de graça. Não foi contra os talassas, mas as chaves ainda hoje estão em dívida. Às 6 e 45 da manhã, a explosão de um morteiro sobressaltou a cidade e os estudantes que se encontravam na Torre ficaram assegurados que o assalto estava consumado. Repicaram os sinos e logo uma girândola de 101 tiros, lançada das varandas do antigo Clube dos Lentes, tornado naquele momento Associação Académica de Coimbra, chamou a Academia à realidade da conquista. Acorreram os estudantes de todos os lados da cidade. Nas primeiras impressões Coimbra julgou tratar-se de um movimento político. O dia 25 foi de festa rija para a Academia. Ao rasar da noite, partiu da Alta com destino à Baixa - a via sacra do estudante - uma marcha luminosa (hoje recordada como o cortejo dos archotes) com milhares de pessoas, pois a cidade associou-se. E quando outra madrugada rompeu ainda no bairro latino se ouvia o grito heróico da conquista:- Viva a Academia! Era ao tempo Presidente da República, o grande tribuno e eminente cidadão Dr. António José de Almeida, Presidente do Concelho Dr. Álvaro de Castro, e Ministro da Instrução Dr. Júlio Dantas, a quem a Academia enviou a comunicação telegráfica de que se encontrava instalada na sua nova sede, manifestando também, o seu mais ardente desejo na constante prosperidade de Portugal. Estas três individualidades, desconhecendo o que se passava e julgando, possivelmente que a Academia de Coimbra se instalara pacificamente e com conhecimento da Universidade na sua nova sede, responderam aos cumprimentos recebidos, retribuindo calorosamente e desejando todas as felicidades à esperançosa Academia de Coimbra."

23.5.11

Caminhos Velhos

Rua do Rebolim

Quinta Malavada

Rio no Rebolim

Por aqui, por estes sítios, passaram as gerações do meu Bairro a caminho do Rio Mondego, ao Rebolim, onde se banhavam em época de Verão. No meu tempo passaram cá bons amigos: o Pachaleca, os Roviras, o Homero, os Teixeiras, o Esguiça, o Falcão, o Ramiro, o Xiquito, o Caldo Verde, os Busanos, o Famelga, os Polónios, o Branquinho e tantos outros.
Agora, em ruínas, lá encontrei os prédios que pertenceram à Quinta da Malavada, onde jogámos algumas futeboladas.
A Rua do Rebolim tem a novidade de estar assinalada com uma placa junto ao local onde se ergueu o histórico Pinheiro Manso, entretanto derrubado.
No fim da caminhada, o Rio Mondego que, espraiando as suas calmas águas no Rebolim, nos transporta o pensamento aos anos felizes da nossa juventude.
Que saudade!
P M

19.5.11

1.º de Maio de 1974

1maio74 Coimbra

"Colossal cortejo pelas ruas da cidade. Uma explosão gregária de alegria indutiva a desfilar diante das forças de repressão remetidas aos quartéis. - Mais bonito do que a Rainha Santa ... - dizia um popular. Segui o caudal humano, calado, a ouvir vivas e morras, travado por não sei que incerteza, sem poder vibrar com o entusiasmo que me rodeava, na recôndita e vã esperança de ser contagiado. Há horas que são de todos. Porque não havia aquela de ser também minha? Mas não. Dentro de mim ressoava apenas uma pergunta: em que oceano de bom senso iria desaguar aquele delírio? Que oculta e avisada abnegação estaria pronta para guiar no caminho da história a cegueira daquela confiança? A velhice é isto: ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez."
Torga - Diário XII

3.5.11

Memória



Jogo de futebol realizado em 1930 entre Académica e União de Coimbra, no antigo Campo do Arnado, com vitória dos Unionistas por 3-1.

28.4.11

No Verão

Portela no Verão

Um dia de Verão passado no rio, à Portela, onde esta malta aprendeu a nadar, na "Bola". O barco é do Saraiva da Portela que o emprestava à rapaziada. Era assim que se passava o nosso tempo de férias naquela época. Esta imagem deve reportar aí por 1958/1960.
Da esquerda para a direita: Armando Rovira, João Polónio, Pedro Martins, Miro Polónio e Duarte.

27.4.11

Águias da Fonte do Bispo

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1962
Calhabé
Da esquerda para a direita e de cima para baixo: (??? - "dono" da equipa), Rogério, Branquinho, Zé Carlos, Pedro Martins, Machado, Tó João, Teixeira, (???), J. Busano, Miro, M. Busano, (???) e Armando Rovira.