Nasceu em Urzelhe - Lamas - Miranda do Corvo, em 23 de Fevereiro do ano de 1909.
Teve uma vida simples, modesta, amando o próximo. Tive a felicidade de com ele conviver alguns anos e recordo-o com saudade. O meu Amigo Padre Luciano faria hoje 105 anos de vida e o Povo da Aldeia onde nasceu prestou-lhe uma sentida homenagem.
Este médico de Coimbra foi eleito, recentemente, vice-presidente da Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação.
Jorge Laíns, médico de Coimbra, adjunto do director clínico do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro–Hospital Rovisco Pais (Tocha), foi recentemente eleito vice-presidente da International Society of Physical and Rehabilitation Medicine (ISPRM). O presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e Reabilitação, que já era secretário-geral da sociedade internacional há quatro anos, foi escolhido por unanimidade pelo comité de nomeação, em detrimento de outros dois candidatos, um alemão e um italiano. Durante os próximos oito anos ficará ligado aos corpos sociais da mais alta instância mundial da Medicina Física e Reabilitação, uma vez que as regras de funcionamento da sociedade estabelecem que o vice-presidente passará a presidente-eleito, presidente e ex-presidente, cargos com duração de dois anos cada.
Traços da personalidade da Dra. Maria do Rosário Gama, mentora da APRe!-Associação de Pensionistas e Reformados, recém criada, podem retirar-se a partir desta entrevista que deu ao Diário de Notícias no final do ano de 2008. Era então Directora da Escola Secundária Infanta Dona Maria, considerada a melhor Escola Pública do País.
"As pessoas dizem: 'Não tens medo de falar?'. Estava em Coimbra na crise académica de 69. Sei o que era o fascismo, não percebo por que havia de ter medo agora." Maria do Rosário Gama , 59 anos e "idade para ter juízo" é a nova protagonista da batalha dos professores contra o ministério. Hoje, vai estar na manifestação, apesar de reconhecer erros à luta. "Criou-se uma radicalização excessiva de um lado e de outro. E não concordei nada com o facto de o Mário Nogueira (FENPROF) ter assinado um compromisso quanto à avaliação dos professores. Não estava mandatado para isso e agora teve de voltar atrás, o que não é muito sério." De resto, saiu do sindicato. "Fi-lo há bastante tempo, porque achei que se preocupava demasiado com os salários. Aliás, antes desta situação e de os professores serem obrigados a estar mais tempo na escola disse muitas vezes que íamos pagar caro aquilo que se passava – a degradação da imagem de professor. O facto de haver quem desse 12 horas por semana e fosse para casa, de haver gente que claramente não tinha gosto em ensinar. As pessoas têm de gostar dos alunos. Houve muitos anos de laxismo e as coisas tinham de mudar. "Quando mudaram, porém, foi, na sua opinião, demais. "Acho importante que os professores passem mais tempo na escola – se calhar quando isto for publicado vão dizer mal de mim - porque isso permitiu mais coordenação, mais aulas de apoio. Mas criaram-se grandes injustiças com o novo estatuto da carreira docente e o regime de avaliação está mal feito, pode levar a uma distorção perigosa, por ter em conta os resultados dos alunos e o abandono escolar, por exemplo." Certificando ser "a favor de uma avaliação que realmente distinga os que trabalham dos que não trabalham", não assinou o documento em que 90 professores da sua escola informam o ministério da decisão de suspender a avaliação: "Nas minhas funções, achei que não o devia fazer". Mas defende a posição perante os jornalistas, com a autoridade acrescida que advém da posição da "sua" escola no ranking. "É um motivo de orgulho, embora não perceba muito bem porque é que outras escolas com o mesmo tipo sócio-económico de alunos e com professores igualmente bons não têm a mesma classificação. Aliás, umas das poucas coisas em que estou em acordo com a senhora ministra é que estes rankings são mentira, porque há escolas públicas excelentes. E é preocupante toda esta atenção sobre a escola e sobre mim. Embora a tenha aproveitado para falar das coisas que me preocupam". Coisas que vão determinar a sua aposentação, ao fim de 36 anos como professora, algures durante este ano lectivo, antes da nomeação do director, que deverá ocorrer em Maio de 2009. "Tenho muita pena, porque ensinar é uma paixão e não sei bem o que vou fazer a seguir. Mas tenho alergia à ideia de um director." Casada comum professor de filosofia - que trabalha na mesma escola - e mãe de um professor de biologia como ela (a outra filha trabalha num lar de idosos), Maria do Rosário nasceu no Alentejo, em Niza, filha de uma doméstica e do proprietário de uma fábrica de moagem. É a mais velha de três irmãs, uma das quais, formada em Medicina em Coimbra enquanto ela tirava Biologia na mesma universidade, já desaparecida. "Quando fui para Coimbra tirar o curso, todo o meu grupo era de Medicina. Queriam convencer-me a mudar. Mas no liceu de Évora tive uma professora de Biologia excelente. Achei que me realizava a seguir-lhe o exemplo. Comecei a dar aulas aos 23 anos, só com o bacharelato. As coisas nunca me correram mal, porque sou muito afectiva." Indisciplina garante nunca ter presenciado. "Nunca tive alunos muito difíceis com os quais sentisse que não conseguia fazer nada." Mas se afirma não haver rapazes maus, crê não ser possível desmontar completamente o modelo autoritário da escola. "Impus regras muito rígidas no regulamento, até já me chamaram fascista. Ninguém entra de boné na cabeça, acho que é uma regra social, e ninguém pode usar telemóvel. Se alguém está com um telemóvel na aula é retirado e fica na minha secretária, para que os pais o venham buscar. Já houve um pai jurista que me disse que não tinha o direito de o fazer. Mas há cacifos, os alunos podem muito bem deixar o telemóvel no cacifo. É importante haver regras."
Faz hoje 30 anos que faleceu Adriano Correia de Oliveira
Em Coimbra, participou em várias organizações estudantis,
foi solista do Grupo Universitário de Danças Regionais no Círculo de Iniciação
Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), e guitarrista do conjunto ligeiro da
Tuna Académica.
Em 1960 publicou o primeiro disco, o EP "Noite de
Coimbra", a que se seguiu o álbum "Fados de Coimbra", em 1963,
em que optou por musicar poemas de outros autores, designadamente, António
Cabral, António Ferreira Guedes e Urbano Tavares Rodrigues.
Quatro anos depois, editou um álbum em nome próprio. Foi
em 1967 que deixou Coimbra e partiu para Lisboa, onde trabalhou no gabinete de
imprensa da Feira Internacional de Lisboa.
Entre 1968 e 1971, editou uma trilogia dedicada à poesia
de Manuel Alegre, com os álbuns "O Canto e as Armas",
"Cantaremos" e "Gente d'Aqui e de Agora".
Adriano assumiu-se um cantor "politicamente
comprometido" e muitas das canções destes álbuns são entoadas em reuniões
da oposição clandestina ao regime político, como "O Senhor Morgado",
"Cantar de Emigração" e "Como hei-de amar serenamente".
Manuel da Fonseca, falecido há 19 anos, de quem Adriano cantou,
entre outros, os poemas "Tu e eu meu amor" e "Tejo que levas as
águas", numa entrevista referiu-se ao cantor da seguinte forma: "Era
uma voz por onde, naturalmente, escorria a música e a poesia".
Recusando-se a submeter à Comissão de Censura os seus
originais, Adriano Correia de Oliveira, durante quatro anos, não gravou,
surgindo um novo álbum, "Que nunca mais", só em 1975, que lhe valeu o
título de Artista do Ano, pela revista britânica Music Week.
Militante do Partido Comunista Português, Correia de
Oliveira participou activamente nas campanhas de alfabetização, após a
Revolução de Abril e, em 1979, foi um dos fundadores da cooperativa Cantabril
de que faziam parte, entre outros, José Afonso, Luísa Basto e Luís Cília,
acabando mais tarde por abandonar esta estrutura, em rota de colisão com a direcção.
Editou ainda os álbuns "Cantigas Portuguesas"
(1980) e "Canção do Linho" (1983), fez concertos de Norte a Sul do
país, sempre politicamente empenhado.
Aos 40 anos morreu vítima de uma hemorragia no esófago.
Adriano Correia de Oliveira foi "politicamente
empenhado em prol dos outros, porque generoso e solidário, e um homem de
coragem", afirmou Manuel da Fonseca.
Ao seu nome são indissociáveis temas como "Trova do
vento que passa", "O canto e as armas", "Tu e eu meu
amor", "Cantar de Emigração", "Canção com lágrimas" ou
"Barcas novas".
A discográfica Movieplay Portuguesa, detentora da extinta
etiqueta Orpheu, editou, em 2001, a obra completa de Adriano Correia de
Oliveira em sete CD, acompanhada por um livro com as letras e poemas que foram
musicados por si.
Alberto Pinto Hébil
1913 - 1998
Foi aluno de Marcel Thuillier, antigo
professor da Academia de Belas-Artes de Paris. Fixou-se em Coimbra em 1934,
onde participou em algumas exposições e, mais tarde, nos Estados Unidos, onde
inaugurou a Coimbra Gallery of Modern Art em Nova Iorque. Os seus nocturnos destacam-se do conjunto da sua obra,
aproximando-se, nesta temática, da pintura de Pedro Olaio.
Luiz Goes, falecido hoje, é uma das referências da Canção de Coimbra, em que se destacou como poeta, compositor e intérprete.
Luiz Goes que vivia há vários anos em Cascais, faleceu
hoje, em Mafra, numa unidade de cuidados paliativos onde se encontrava
internado, desde que o seu estado de saúde se agravou, em Maio último.
Filho de Luiz do Carmo Goes e Leopoldina da Soledade
Valente d'Eça Eleya Cabral de Sousa Pires, nasceu a 05 de Janeiro de 1933, em
Coimbra, no Calhabé, na rua dos Combatentes.
Da cidade do Mondego, Luiz Goes partiu para Lisboa, em
1959, pouco depois de terminar a licenciatura em Medicina e de casar.
A profissão de médico encantava-o pela vertente
humanista. Na opção pela Medicina e na paixão pelo fado é determinante a
influência exercida pelo tio Armando Goes, médico e extraordinário intérprete e
compositor da canção de Coimbra.
Nos tempos de infância, frequentou aulas de solfejo, no
Instituto de Música de Coimbra, com a professora Arminda Correia. No liceu,
chegou a formar grupo com António Portugal, José Afonso, José Dias (tio do
professor Amaral Dias) e Manuel da Costa Brás.
“A minha Coimbra não é só a dos estudantes, mas também a
do seu povo, da sua história, da universidade da vida. Bebi estes valores e
tenho sido, na vida como no fado, um produto disso mesmo” disse, em 2005, a uma
jornalista do Jornal Campeão, a propósito de ter vivido intensamente a vida
académica e a de futrica, os dois mundos que coabitavam na cidade do Mondego.
Nos tempos da faculdade, integrou o Orfeon Académico e o
Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, levando uma vida de
estudante, sem sobressaltos, mas com grande envolvimento na Academia.
O primeiro registo discográfico da sua carreira de cantor
e autor – que iniciou tardiamente – surgiu em 1953, com o acompanhamento
musical de António Portugal, António Pinho Brojo, Mário de Castro e Aurélio
Reis.
Quatro anos mais tarde, com o grupo “Coimbra Quintet”
grava em Madrid, no Teatro do Príncipe Real, um trabalho de referência na
história da música coimbrã.
No total, a sua discografia seria materializada em quatro
LPs, que gravou entre 1952 e 1983.
A reter, outra frase de Luiz Goes: “Sempre levei muito a
sério esta coisa de cantar. Ainda hoje não sei o que é divertir-me quando tenho
de cantar. Quando subo a um palco fico nervoso, não por medo mas porque levo o
canto muito a sério. Não é uma actividade gratuita, é uma responsabilidade. A
Canção de Coimbra é um bem cultural a ser preservado e respeitado”.
Membro Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, medalha
de Ouro da Cidade de Coimbra, medalha de Mérito Cultural do Município de
Cascais e sócio honorário do Orfeon Académico, entre outras muitas distinções,
Luiz Goes defendia que a Canção de Coimbra devia ser sempre, como o foi no
passado, “o retrato do tempo em que se vive, sem ferir a sua essência
intemporal”.
Epitáfio para Monteiro Valente ***** Parte um general quando o Outono já desce das colinas
Vieste, de regresso à liberdade, na torrente de águas
novas que varreram a Pátria, em Abril [de 1974]. Tinhas apenas 30 anos! Abalas
agora, de repente, num Setembro de fogo, o qual, bem vistas as coisas, deveria
ser de colheitas promissoras para os milhões de compatriotas que sofrem, 38
anos depois.
Que força terrível te puxou assim, companheiro, para
longe da terra da fraternidade, tão sonhada, quando os cravos se ergueram e as
armas se calaram?
Chorarão por ti todos os que admiram a tua entrega ao
saber, a tua rectidão e persistência, as incursões rigorosas na História
contemporânea portuguesa. “Entre as brumas da memória” que quiseste preservar,
como investigador e militar de Abril, mas, sobretudo, como cidadão.
Farás falta, antes de mais, aos teus mais queridos. A tua
firmeza de princípios, jóia rara em tempos de ganância, esvai-se entre as
garras da agiotagem. Ou talvez não.
Ficam os que te amam – e são muitos, estamos certos –
para te honrarem a força e o vigor, sem nunca deixarem de te respeitar,
fraternalmente, em cada gesto de homem íntegro, sobretudo agora, quando os
humildes reclamam um pouco mais de luz para o Outono que já desce das colinas.
Recordando Zeca Afonso no dia do 83.º aniversário do seu nascimento
Já o tempo Se habitua A estar alerta Não há luz Que não resista A noite cega Já a rosa Perde o cheiro E a cor vermelha Cai a flor Da laranjeira A cova incerta
Agua mole Agua bendita Fresca serra Lava a língua Lava a lama Lava a guerra Já o tempo Se acostuma A cova funda Já tem cama E sepultura Toda a terra
Nem o voo Do milhano Ao vento leste Nem a rota Da gaivota Ao vento norte Nem toda A força do pano Todo o ano Quebra a proa Do mais forte Nem a morte
Já o mundo Se não lembra De cantigas Tanta areia Suja tanta Erva daninha A nenhuma Porta aberta Chega a lua Cai a flor Da laranjeira A cova incerta
Entre as vilas E as muralhas Da moirama Sobre a espiga E sobre a palha Que derrama Sobre as ondas Sobre a praia Já o tempo Perde a fala E perde o riso Perde o amor
Em tempos idos, em Portugal, e em especial em Trás-os-Montes, tocava-se um instrumento, denominado sanfona, que praticamente desapareceu sem deixar rasto. Referido em várias obras bibliográficas e presente na memória de alguns, é hoje novamente usada pelo grupo “Realejo”, de Coimbra, após ter sido retomada a sua fabricação por Fernando Meireles, elemento do referido grupo. Este artífice é o único em Portugal a construir sanfonas e, embora na vizinha Galiza haja outros, o certo é que, devido à qualidade que Fernando Meireles imprime aos seus trabalhos, a quase totalidade das suas encomendas vem precisamente daquela região espanhola.
"Fernando Meireles é um artista e um artesão da mais fina sensibilidade com oficina de violaria posta na cidade de Coimbra (edifício da Associação Académica, instalações da TAUC) desde a década de 1980. Em constante diálogo com construtores e tocadores que regularmente lhe batem à porta, Meireles é sobretudo um sôfrego auto-didacta que tudo tenta experimentar, desde os segredos das madeiras, à invenção de delicadas ferramentas, às gomas e polimentos, aos embutidos manufacturados. Estudou, construiu e divulgou como ninguém a Sanfona, um instrumento medieval muito popular na Europa, que também se tocava nas ruas de Coimbra. Tem fabricado com elevada qualidade o Cavaquinho, instrumento que está na génese do seu trabalho como construtor. Outra das suas coroas de glória é um Bandolim artesanal, com rosácea na boca e sonoridade excepcional, cujo modelo se acha definido pelo menos desde 2002. Da Viola Toeira nem vale a pena falar. Não se conhece em Portugal quem a fabrique com mais mimo, delicadeza, fidelidade aos modelos ancestrais e perfeccionismo requintado. Em geral, as produções Meireles apresentam acabamentos muito perfeitos e de grande requinte. Como construtor da Guitarra de Coimbra, Meireles está na linha da frente dos melhores fabricantes. Há tocadores de nomeada que preferem mesmo as guitarras da Oficina Meireles às da Oficina Grácio. A Oficina de Fernando Meireles não é apenas uma sala comprida com um banco de carpintaria, muita ferramenta e velhos cordofones pendentes das paredes. É uma escola de vida, um recanto ecológico e apaziguador das iras do quotidiano, um local de tertúlia onde o artesão recebe de portas francas. Não raro, Meireles recebe e vai conversando com os visitantes (quase todos eles admiradores da sua arte) enquanto trabalha. No meio da conversa pode tocar um pouco de sanfona ou de cavaquinho. Numa das vezes que passei na sua oficina fizemos uma brincadeira simpática, eu com uns acordes numa Viola Toeira do Manuel Louzã Henriques e o Meireles no Cavaquinho. Os preços não são para todos os bolsos, mas a elevadíssima qualidade de Meireles paga-se (isto nada tem a ver com violeiros que, com pouca arte e muita banha da cobra fabricam instrumentos de qualidade duvidosa não se inibindo de praticar preços escandalosos!). A obra de Meireles tem merecido justa divulgação, inclusive no canal Odisseia da TV Cabo, não sendo demais as palavras que possam alargar o conhecimento público da sua arte."
"A voz de um destes excelentes cantores, António Requixa, também um prestigiado médico urologista, não voltará a ouvir-se. Morreu ontem num brutal acidente no IC8. Os meus sentimentos à família e ao Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra."
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Jorge Tito Mackay Ferreira dos Santos nasceu em Coimbra. Aos oito anos, aprendeu a tocar cavaquinho com Aníbal Simões, guitarrista de Coimbra.
Por influência de seu irmão José Tito, foi-se interessando pela viola que, mais tarde, viria a aperfeiçoar com Alexandre Bateiras.
Fez parte dos Grupos "Serenata de Coimbra" e "In illo tempore" com os quais participou em CD's e diversos espectáculos, destacando-se: Casino Estoril, Teatro S. Luis - Lisboa, Gil Vicente e Fnac-Cascais, Teatro Rivoli - Porto, Museu da Música Portuguesa - Estoril, Expo 98, Centro de Congressos da Alfândega do Porto, Conservatório de Música da Covilhã, RDP e RTP.
Tocou músicas de fundo para poesias declamadas e de autoria de Francisco Vasconcelos.
Acompanhou Alexandre Bateiras, Francisco Vasconcelos, Miguel Gouveia e Luis Plácido.
Zé Manel, ao lanche, na companhia do seu amigo, o fotógrafo Vitor Ramos
O Interior do Restaurante
__________________________________________________ Se fosse jantar com o Woody Allen onde o levaria? - Ao Zé Manel dos Ossos, em Coimbra! (Luis Pato, enólogo)
__________________________________________________ Especialidades
Barriguinha de Leitão na Brasa, Chafana do Senhor da Serra, Cogumelos Aporcalhados, Bacalhau Doidinho, Costela com Molho de Segredo e Arroz de Feijão, Sopa de Pedra e os afamados Ossos Carregados, são algumas das especialidades desta casa, situada em Coimbra, no Beco do Forno.
Bons vinhos da Região (Ourentã, Lamas e Podentes) acompanham as famosas iguarias desta afamada casa conhecida por esse Mundo fora. Numa livraria do Canadá foram encontradas publicações, sobre turismo, que recomendam o Zé Manel dos Ossos, em Portugal.
21-03-2007 Coimbra - Casa Municipal da Cultura Apresentação da obra de sua autoria "A História do Caminho de Ferro de Arganil"
Manuel Dias, no agradecimento às pessoas que vieram «a este magnífico templo da Cultura participar no lançamento da «História do Caminho-de-Ferro de Arganil», primeiro trabalho de investigação que, aos 90 anos, dou à luz, sobre um lendário empreendimento que, se tivesse levado a cabo, teria certamente mudado por completo a fisionomia social e económica duma das mais ricas e belas regiões do país». Considerando a solenidade, «ainda que metaforicamente como uma festa familiar pelo nascimento de um filho que ansiosamente se desejaria», Manuel Dias espera que encontrem nas «modestas páginas desta história sobejas razões para julgarem os responsáveis pelo ostracismo a que Arganil e a sua região foram votados e do qual ainda hoje continuam a ser vítimas». E num simples cumprimento beirão – Bem-Haja – agradeceu a presença de todos.
1792-1884 Joaquim António de Aguiar, um destacado politico português do tempo da Monarquia Constitucional e líder do Partido Regenerador, foi por três vezes chefe do Governo de Portugal. Ao longo da sua carreira política, assumiu ainda várias pastas ministeriais, designadamente a de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, durante a regência de D. Pedro nos Açores, em nome da sua filha D. Maria da Glória. Foi no exercício dessa função que promulgou a célebre lei pela qual declarava extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios, e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares, sendo os seus bens secularizados e incorporados na Fazenda Nacional. Essa lei valeu-lhe a alcunha de Mata-Frades.
Anthero da Veiga, natural de Cerdeira - Arganil, foi estudante de Coimbra, contemporâneo de Hilário. Notável guitarrista, considerado na época o maior do país, foi pioneiro dos concertos de guitarra em Portugal. Afirmava Anthero da Veiga: "A minha orientação é, sobretudo, folclórica, procurando passar a canção popular à forma literária sem lhe alterar o "lied", antes respeitando a sua ingenuidade e singeleza, quando se trata de uma estilização".
Animava as festas dos Santos Populares tendo tocado, em Coimbra, nas “fogueiras” do Largo do Romal e do Mercado do Calhabé.
Desenvolveu, durante a sua vida, uma intensa actividade pública, tendo sido notário, administrador do território, jornalista e diplomata.