23.7.13

Fado Triste

      

"Fado Triste"
Aqui interpretado por Nuno Oliveira acompanhado por "Raízes de Coimbra".
O título original é "Fado da Despedida do 5.º Ano Jurídico de 1912", com letra de José Marques da Cruz (1888 - 1958) e música de Francisco Menano (1888 -1970).

21.7.13

Coimbra - Anos 70


Retrato

O Povo da Cidade
No afã do dia-a-dia.
Soa no ar
Uma canção, uma trova 
Uma verdade 
De quem confia 
Num novo despertar.
Ao longe 
Um sorriso de esperança
Que irradia e se renova
Num rosto imaculado
De criança

(pm)

20.7.13

Vampiros



"Amanhã vai ser feita uma comemoração, na Aula Magna sobre os 50 anos da gravação da canção 'Os Vampiros' que eu e o Zeca gravámos em 1963.
Estarei lá com todo o gosto, acompanhando alguns amigos (João Afonso, F. Fanhais, etc...) e, claro fazendo o acompanhamento dos Vampiros.
Levo a viola velhinha que acompanhou essa gravação ...mas não levo os remédios que o Zeca pediu..."

Rui Pato
19/07/13

16.7.13

Balada de Coimbra


Balada de Coimbra ou Balada do Mondego, interpretada pelo 
Grupo de Cordas e Cantares de Coimbra

Música de José Elyseu, versos de Henrique Martins de Carvalho.
Esta composição foi cantada em estreia absoluta, por Joaquim Pessoa Casimiro, numa serenata em Penacova..
Anos mais tarde, Artur Paredes viria a transpor a canção para guitarra... e a "Ballada do Mondego" passou a ser conhecida por Balada de Coimbra".

1.7.13

Coimbra Menos


A Praça da Índia Portuguesa, no Bairro Norton de Matos, apresenta este aspecto de degradação e abandono. Foram iniciadas obras de recuperação, há anos esperadas, sendo, posteriormente, suspensas ou terminadas no estado que se apresenta.
Será que o dinheiro faltou? A obra foi iniciada sem o correspondente cabimento orçamental, como na linha da Lousã?
Ou o dinheiro foi para a Caça ao Voto, vulgo Festas da Cidade?

29.6.13

Ondas do Mar


1989
Aula Magna
Programa Tempos de Coimbra
Letra e música de Carlos Figueiredo, arranjo de António Portugal
António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurélio Reis, Luís Filipe e Fernando Rolim

24.6.13

Coimbra - Património de Todos

Coimbra, Universidade, Alta e Sofia 
Património da Humanidade 

Assim é. A cidade e os seus cidadãos conquistaram o direito ao usufruto desta distinção. Coimbra e os conimbricenses estão de parabéns! Estamos! Homens e mulheres que construíram a cidade. Esta Alta e esta Rua da Sofia onde nasceram os Estudos Gerais. Estudantes e mestres. Homens de ofícios. Mulheres de trabalho.
Coimbra é cidade de todos, de nós todos. Nem sempre assim terá sido. Mas Coimbra – património de humanidades é, será, filha de matrimónios de saberes, esperanças, futuros, tolerâncias, liberdades. A Coimbra património da Humanidade é a Coimbra das Repúblicas. E a Coimbra de todos os que foram expulsos da Alta pelo plano de Duarte Pacheco e Salazar, exilados em cumeadas, celas e arregaças. Filhos desta Alta, filhos de Coimbra. Coimbra, património da humanidade, é a Coimbra de barbeiros e marçanos, de operários e alfaiates, de lavadeiras, calceteiros e todos mais que do trabalho trazem o pão. E em tempos modernos é cidade de doutores pelintras, de malas aviadas para paragens distantes, com uns entretantos esmolados em balcões de hipermercados e em “Cal Centers” (modernidade quanto enganas!).
Coimbra de saberes. De investigadores. De obreiros da cultura. De profissionais de saúde. De cerâmicos de louça ímpar. Coimbra de mandadores de fogueiras em noites de santos. Coimbra mater com torre fálica e uma cabra que acorda o rio.
Um rio. Soberbo quando se avista dos montes de ambas as margens. Inchado desde que as águas se sintam em correrias. Ou basófias e mais basófias numa secura que arrepia. Este rio e os amores de Inês e Pedro de vinganças sangrentas.
Coimbra 2013. Cidade de um país ocupado em tempos de barbárie bancária e de servidões ressuscitadas em que contudo há um povo que canta, como num fado cujo destino é fugir a fados e inevitabilidades prescritas à força. E tal como no grito do poeta, a namorar o futuro, se elevam vozes – liberta-te ou morre! Faz de ti e do teu património um dote de humanidade. Cidade livre e de liberdade. Património de pedras, ruas e praças. Património de costumes e culturas. 
Património de um povo que não se rende e no amanhã pode e deve construir uma cidade grávida de humanidade. Território de direitos e de liberdade. 
Parabéns, povo de Coimbra!

Francisco Queirós