A estória mais popular da Rainha Santa Isabel é, sem dúvida, a do milagre das rosas. Este milagre foi originalmente atribuído à sua tia-avó Santa Isabel da Hungria. Provavelmente por corrupção da lenda original, e pelo facto de as duas rainhas possuírem o mesmo nome e fama de santas, passou também a ser atribuída a Isabel de Aragão.
Fotografia do lado sul do estádio, junto à passagem de nível do Calhabé. Vê-se, à direita, um velho edifício que servia de armazém da Câmara, junto ao local onde foi edificada a residência paroquial. A vedação do estádio já era em gradeamento de ferro que substituiu a primitiva vedação em adobes de cimento. Há bastantes automóveis estacionados o que indicia tratar-se de um dia de futebol.
A tecelagem manual em Almalaguês, a maior freguesia rural do concelho de Coimbra, é uma riqueza patrimonial de significado incalculável. As colchas trabalhadas no tear com a paciência minuciosa de muitas horas de pequeníssimos punhados de perfeitos efeitos de linha, são as peças mais belas e ricas deste artesanato. Contudo, os tapetes, os conjuntos de panos, as toalhas de rosto e banho manufacturadas no tear artesanal, as passadeiras e carpetes coloridas, são uma riqueza a não perder nunca!
A tecelagem manual constitui a actividade económica mais importante da freguesia de Almalaguês. Em alguns lugares da freguesia, encontramos a tecedeira artesã isolada, ou de parceria com uma companheira. Utilizam um tear rudimentar manual, instalado no seu próprio domicílio. Para além do tear, há ainda a destacar alguns instrumentos que embora não fazendo parte dele, intervêm de modo significativo na execução das tarefas preliminares da tecelagem; a dobadoira, o caneleiro, o restelo, a urdideira, a burra ou arames e a espadilha.
A venda das tranças ou résteas de cebolas, nesta Feira da Praça Velha, é uma tradição medieval e foi reposta há vinte e seis anos pelo Grupo Folclórico dos Camponeses de Vila Nova de Cernache, recriando a antiga Feira de S. Bartolomeu.
Paralelamente à actividade dos ceboleiros, que vendem aqui os seus produtos, desenvolvem-se outras acções que visam a promoção da gastronomia, dos jogos tradicionais, do folclore e da etnografia da Região do Mondego.
Ontem à noite, na abertura da Feira, da Praça Oito de Maio até à Praça Velha desfilaram duzentas e cinquenta réstias de cebolas, entrançadas pelos ceboleiros de Vila Nova e transportadas por elementos de grupos folclóricos, pelo público e por turistas que passeavam pela Baixa. A trança gigante mais não foi do que um cordão de gente que segurava entre si réstias de cebolas das terras de Cernache.
Em 1 de Janeiro de 1911 era inaugurada, em Coimbra a tracção eléctrica. Escrevia assim, nesse dia, o jornal "Notícias de Coimbra":
“A instalação da tracção eléctrica de Coimbra que hoje se inaugurou é digna de especial menção não só pela perfeição técnica com que está executada, como também e muito especialmente por ter sido montada como serviço municipalizado a cargo da Câmara Municipal de Coimbra.
Compreende 3 linhas: uma da Estação Velha à Alegria, outra da Estação Nova à cidade Alta (Universidade) e a terceira da Estação Nova a Santo António dos Olivais. As tarifas fixadas pela Câmara Municipal foram estabelecidas sob o judicioso critério de chamar o público pela fixação de preços reduzidos e zonas curtas, as mais baratas custam 20 réis.
Pode dizer-se afoitadamente que a instalação da tracção eléctrica de Coimbra é uma instalação modelar sob todos os pontos de vista.
Os carros (cinco) cujos equipamentos eléctricos são da mesma procedência, carroseries e trucks saíram das conhecidíssimas oficinas de J. G. Brill, de Filadélfia (EUA), são elegantíssimos e confortáveis. O seu aspecto, sobretudo quando à noite circulam iluminados pelas ruas de Coimbra é esplêndido”.
Na madrugada do dia 9 de Janeiro de 1980, os eléctricos recolheram pela última vez às instalações situadas na Rua da Alegria onde se encontram, ainda, algumas unidades. Foi o fim de 69 anos de serviço prestado a Coimbra pelos velhos eléctricos. Esperemos que um dia seja criado um Museu vivo dos Eléctricos de Coimbra trazendo-os de novo às ruas da cidade.
Magoei os pés no chão onde nasci.
Cilícios de raivosa hostilidade
Abriram golpes na fragilidade
De criatura
Que não pude deixar de ser um dia.
Com lágrimas de pasmo e de amargura
Paguei à terra o pão que lhe pedia.
Comprei a consciência de que sou
Homem de trocas com a natureza.
Fera sentada à mesa
Depois de ter escoado o coração
Na incerteza
De comer o suor que semeou,
Varejou,
E, dobrada de lírica tristeza,
Carregou.
Miguel Torga _____________
A Casa-Museu Miguel Torga assinala o aniversário do nascimento do poeta - 12 de Agosto de 1907 - com um programa de realizações que decorre até ao final de Setembro.
A 7 de Setembro está previsto o lançamento do livro “Miguel Torga – O Poeta Pintor”, de Maria Fernanda do Amaral Soares e, no dia 16, Maria Alzira Seixo, catedrática da Universidade de Lisboa, profere a palestra “O Douro de Miguel Torga”.
Uma visita cultural a São Martinho de Anta, com homenagem do Município de Coimbra através do descerramento de uma lápide, é a iniciativa prevista para 30 de Setembro.
Passa hoje o 60.º Aniversário da fundação do Centro Norton de Matos.
Fundado em 10 de Agosto de 1951 pelo “Núcleo dos 15”, grupo de residentes onde pontificava o primeiro presidente da colectividade, Prof. José Maria Gaspar, o Centro começou por dedicar-se, essencialmente, a actividades de carácter recreativo, denominando-se, então, Centro de Recreio Popular do Bairro Marechal Carmona.
O Centro Norton de Matos que conta, actualmente, com mais de dois mil associados, dedica a sua acção a um vasto leque de iniciativas de natureza cultural, desportiva e recreativa.
Aqui prestamos a nossa homenagem aos seus sócios fundadores:
- Agostinho Deus Pereira
- António Silva Santos
- António Fernandes
- António Lobo Quaresma
- António Ferreira
- António Ferrão
- Fernando Umbelino
- Jorge Batista
- João de Sousa e Silva
- João Alves Pinto
- José Maria Gaspar
- José Esteves Alves
- Marcos Franco
- Mário Jorge
- Torreira da Silva